quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BARCELONA DE GAUDÍ

 
  Depois de 1h e 30 min de voo, partindo de Lisboa, chegamos a Barcelona. Neste site: http://bcnshop.barcelonaturisme.com/ você encontrará bastante informação sobre a "cidade de Gaudí". Com absoluta certeza o turismo em Barcelona deve muito a Antoni Gaudí, responsável pelas obras mais incríveis da cidade.
   Já no aeroporto percebi que tudo seria mais moderno, ou, pelo menos, mais grandioso. Lá tudo funciona perfeitamente e é extramamente espaçoso. Parece um shopping. 
    Do aeroporto pegamos o "aerobús A1" (http://www.aerobusbcn.com/) por 5,30 euros e descemos na Praça Catalunya. De táxi daria uns 40 euros.
 





     Nosso hotel era ótimo (International Cool) e ficava na famosa "La Rambla". Só que do ponto na Praça Catalunya, onde o ônibus parava, até o hotel tivemos que andar uns 800 metros.

La Rambla



     
      A La Rambla fica repleta de artistas de rua e tem movimento intenso durante o dia.













      Deixamos as malas no hotel e nos dirigimos a pé até o Mirador de Colom, feito em homenagem a Cristóbal Colón, descobridor da América, e inaugurado em 1988.

     Em seguida almoçamos num dos restaurantes da La Rambla. Não recomendo porque é muito turístico. Pedimos uma paella e veio praticamente só arroz. Só dois camarões pequenos sugeriam que a paella deveria ter frutos do mar!
   Após o almoço fomos conhecer o Palau Güell (Palácio Güell). Vale a pena visitar. Ele foi desenhado por Antoni Gaudí, encomendado por Eusebi Güell, um milionário que era o principal cliente de Gaudí e patrocinava suas obras. Demorou quatro anos para ser construído (1885 a 1889), mas a esposa de Güell não gostou muito e em seguida eles se mudaram.










              Os vitrais eram lindos!


    

     Realmente a esposa do Güell deveria ser muito exigente para não querer morar no palácio. Difícil contentar algumas mulheres!











teto todo trabalhado em madeira



terraço



















      Na visitação você ganha um aparelho de áudio que explica cada cômodo do palácio. Estava eu bem destraída ouvindo meu áudio e quando me virei para procurar minha irmã vi que ela estava sentada num banco e uma senhora olhando para ela apavorada. A Fabiana estava simplesmente sentada num banco de madeira desenhado por Gaudí. Óbvio que era proibido sentar lá! Achei que íamos ser expulsas do palácio. Passado o susto, ficamos rindo por um bom tempo.

        





 Depois fomos ao Mercado La Boqueria, que fica na La Rambla, bem perto do nosso Hotel.



Este também merece uma visita, pois tem muita variadade de frutas, frutos do mar e jamón.


 


      Neste dia, depois de sair do mercado, passamos numa loja de calçados, onde fui furtada. Abriram minha mochila sem eu perceber. O famoso "batedor de carteira". Depois disto ficamos sabendo que em Barcelona a situação está bem crítica. Estão ocorrendo muitos furtos em todos os lugares. Nos restaurantes avisavam que era para cuidar a bolsa. Então, para você não passar pelo que eu passei, recomendo que ande com seu dinheiro, cartão e passaporte junto ao corpo ou no máximo numa pochete. Até bolsa é arriscado. Então, cuidado redobrado na Espanha! Tirando este infeliz incidente, a viagem foi ótima.
     Barcelona é mundialmente conhecida pelas obras de Gaudí. Em sua colação de grau, em 1878, na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona, o Presidente do tribunal da Escola proferiu a célebre frase "Hoje damos o título a um gênio ou a um louco. O tempo o dirá". Para mim ele é um gênio tomado por uma grande "loucura criativa". Suas obras são tão magníficas que não parecem ser reais. Seus principais prédios, que na época eram residenciais, são o Palau Güell, a Casa Batlló e a La Pedrera. Ainda você poderá maravilhar-se com o Park Güell e a Sagrada Família.
Casa Batlló
 



"La Pedrera"























     No outro dia optamos por pegar o "Barcelona Bus Turístic", que parte da Praça Catalunya e funciona da mesma forma que em Lisboa. Você coloca um fone e vai ouvindo explicações, até mesmo em português, de cada ponto turístico. Optamos pelo passe de 48h e pagamos 30 euros cada. Tem a opção de 24h por 23 euros. Cerca de 90% das atrações turísticas de Barcelona são pagas. Se você adquirir o passe do ônibus turístico pelo menos tem descontos (de 10 a 20%, normalmente) para ingressar em quase todas as atrações pagas.
   Começamos pela linha azul, que, partindo da Praça da Catalunya, passa pela Casa Batlló, La Pedrera, Sagrada Família, Bairro da Gràcia, Park Güell, Estádio do Barcelona Futebol Club e pela zona universitária, dentre outros pontos turísticos.


    Descemos primeiramente na Sagrada Família. Ela é tão grandiosa que precisaria de um dia inteiro para conseguir ver todos seus detalhes. Quando chegamos me assustei com a fila. Acho que tinha mais de 500 pessoas. Para entrar você pagará 18 euros (mas não se esqueça do desconto se você estiver no ônibus). A fila dava a volta no quarteirão. Com o calor que fazia e o tempo em que ficaríamos na fila optamos por não entrar. Talvez tenha sido um grande erro, mas por isso recomendo que não vá na época que fui, pois com certeza encontrará filas gigantescas. Depois me assustei com a grandiosidade da construção.




     Com certeza é a obra mais famosa de Gaudí. E merece este título.


 





Cada detalhe é grandioso!
    O projeto foi iniciado em 1882 e Gaudí já sabia que não estaria vivo quando sua obra acabasse. A previsão para término da obra é 2028. O projeto final possui 18 torres e nem a metade disto está construída. Enfim, quem for a Barcelona e não passar pelo menos em frente à Sagrada Família merece a forca!
   Voltamos para o ônibus e descemos na parada seguinte para conhecer o Park Güell, mais uma obra de Gaudí e um dos únicos pontos turísticos que você irá entrar sem pagar nada.
     O parque é lindo! Imperdível! Tudo é tão diferente, tão colorido.


Detalhe no teto






      Cada detalhe apresenta uma surpresa.











   
      Então vá com um certo tempo, pois terá muito o que caminhar e observar.







     O parque é repleto de papagaios e caturritas. Eles ficam soltos nas árvores. Realmente você não irá se arrepender de conhecê-lo.





     Ainda tivemos tempo para pegar a rota vermelha do ônibus e conhecer a Praça da Espanha e passear no teleférico de Montejuic. Você paga 9,30 euros e sobe até o Castelo de Montejuic. Vale pela vista que você terá. Dá para ver toda a cidade.
     De noite ficamos sabendo que teria um concerto de jazz no terraço da La Pedrera. Pagamos 25 euros por pessoa. Dava direito a uma taça de espumante. Também foi inesquecível. Do terraço dá para ver a cidade toda iluminada, além de você estar num dos prédios mais conhecidos e ousados de Gaudí. Tem momentos na vida que você tem que parar para agradecer por estar acontecendo e este era um desses. Agradeci muito! E são estes momentos especiais que me fazem acreditar que viajar é a melhor coisa do mundo.

Praça da Espanha
         




     No outro dia pegamos novamente a rota vermelha do ônibus que passa, dentre outros pontos, pela Praça da Espanha, Casa Batlló, La Pedrera, Parque Olímpico, Teleférico de Montejuic, Museu de Joan Miró e World Trade Center.



     Almoçamos na parada (eles chamam de paragem) do Museu d'história da Catalunya no restaurante Emperador. Aqui sim comemos uma paella com frutos do mar "de verdade" e foi aqui que começou meu vício pela sangria. Gostei tanto que tomava praticamente em todas as refeições.
   


      Em seguida pegamos o ônibus da rota verde, que vai até a praia de Barceloneta, passando pela parte mais moderna da cidade, que inclui a vila olímpica.






     À noite fomos assistir ao espetáculo do chafariz mágico, na Praça da Espanha. Se você for a Barcelona não deixe de assistir. É lindo demais! Parece que acontece de quinta à domingo, mas confirme antes. Começa às 21:30h. Imperdível mesmo. Mas vá um pouco cedo, pois a praça fica completamente lotada.



     No último dia, optamos por andar de metrô já que nosso passe do ônibus valia só por 48h. O metrô é a opção mais em conta e mais rápida. Mas mesmo assim, não deixe de andar no ônibus turístico, afinal o melhor de Barcelona é a arquitetura de seus prédio e de metrô você não verá nada.


 

     Fomos até o Palácio da Música ou melhor no Palau de la Musica. A visitação interna é realmente imperdível e custa 9,60 euros! O prédio foi projetado pelo arquiteto Luis Domènech i Montaner, representante do modernismo catalão. Ele também era botânico e seu estilo pode ser facilmente reconhecido pela utilização de flores em seus projetos. Foi construído em três anos (1905 a 1908) e é realmente lindo, lindo, lindo! Pena que foi construído num terreno sem muito espaço, mas foi escolhido por ser barato na época. É até difícil conseguir fotografá-lo.

 



      O encanto do Palau de La Musica é sua parte interna.
     
  

     Não pude tirar fotos na parte interna porque o Palau pertence a um grupo privado que tem direito exclusivo às suas imagens. Na visita guiada (em inglês ou espanhol) você receberá informações sobre a construção. Grandes nomes da música já se apresentaram por lá, inclusive Gilberto Gil. No vídeo apresentado antes da visita aparece Jorge Drexler cantando Deseo no Palácio. Fiquei arrepiada!







      Terminada a visita pegamos o metrô em direção à praia de Barceloneta, onde almoçamos. A praia, apesar de ser no Mar Mediterrâneo, não é nada bonita se comparada às brasileiras.
      Depois descemos na paragem da Sagrada Família para apreciá-la mais uma vez e fomos em direção à praça da Catalunya. Passamos numa loja de caramelos perto da La Rambla e uma criança portuguesa pequena estava fazendo birra com alguns caramelos na mão dizendo para o pai "eu queria que este fosse meu". Resolvi provar um caramelo. Entendi o menimo português. Eu também queria que os caramelos fossem meus. Magníficos!
    Jantamos no Orio, um bar de tapas que fica na Ferran 38. Acho que o melhor de Barcelona. Vale a pena conhecer.
    Chegou ao fim mais uma parte de nossa viagem. No outro dia acordamos cedo para ir ao aeroporto em direção à Lisboa, pois de lá alugaríamos um carro para percorrer algumas cidades de Portugal.

Assoviando no aeroporto: Deseo do Jorge Drexler

"Yo soy, tan sólo
uno de los dos polos;
de esta historia, la mitad.
Apenas medio elenco estable;
una de las dos variables
en esta polaridad:
...
Deseo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo…."
  
  







  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

LISBOA, PÁ!

     Minha "porta de entrada" na Europa foi Lisboa. Nunca tinha ido para o "velho mundo" e, tirando o furto ocorrido em Barcelona, que contarei em outro post, minha impressão foi muito boa. 
     O roteiro escolhido por mim e minha irmã foi Lisboa, Barcelona (Espanha), Sintra, Lagos, Porto e Lisboa (Portugal). E um dos motivos, com certeza, foi a facilidade criada com o voo direto da TAP de Porto Alegre para Lisboa. Em apenas 10h50min você chegará ao seu destino e se você procurar vai encontrar ótimos preços nas passagens. Meu único conselho é não ir nos meses de julho e agosto, pois, além de muito quente, você terá que ter paciência com as filas nos pontos turísticos, pois são as férias de verão dos europeus e eles viajam muito. Mas como foi a época que surgiu a oportunidade de eu ir (final de agosto), não tive muita escolha. Que venham as filas!
     Adorei Lisboa e o sotaque português, além de ficar encantada com a beleza dos homens portugueses, pá! Você irá ouvir muitos "pá" por lá. É utilizado como o nosso "cara". É um país que se orgulha de seus "descobridores", possui uma arquitetura bem típica, com aqueles prédios de azulejos (que são tão lindos...cada um diferente do outro) e as pessoas são muito simpáticas, com exceção dos motoristas de táxi. Mas você irá usar o táxi só se quiser ou se for a única opção, pois o trasnporte público funciona muito bem. Esta foi a grande diferença que percebi da Europa para o turismo no Brasil. Tem metrô e ônibus para todos os pontos das cidades e com muita informação a respeito.
    O aeroporto de Lisboa está passando por reformas. Realmente a estrutura atual não comporta a quantidade de gente que chega a todo momento. Então tenha paciência, pois vai precisar dela na fila da imigração. Avisei que teriam filas. A primeira foi essa.
     Fomos nos informar sobre como chegar no hotel. Existe um ônibus chamado "AEROBUS" nº 1. Você pega na frente do aeroporto e por 3,50 euros (um táxi não sairia por menos de 10 euros) desce em vários pontos da cidade, onde estão a maioria dos hotéis. Nós descemos praticamente em frente ao nosso hotel (http://www.hotelamericano.com/). Ele ficava muito bem localizado, no Rossio, e por isso recomendo. Só o café da manhã que era bem ruim.
     Chegamos na hora do almoço e eu estava louca para comer bacalhau. Assim que saí de Porto Alegre disse que comeria bacalhau todos os dias em Portugal. Quase fiz isso, mas confesso que no segundo dia já queria comer outra coisa, pois a culinária portuguesa é bem rica, além dos famosos doces de ovos. Prepare-se, pois não tem como resistir. Mande a dieta para o espaço!
     Almoçamos no Restaurante Nicola, no bairro Rossio em frente à praça D. Pedro V, e óbvio que pedi bacalhau (bacalhau à Nicola..muito bom por sinal).
    
    


      Depois de uma excelente refeição fomos conhecer, na Rua de Santa Justa, o elevador de Santa Justa, uma bela torre de ferro que levou dois anos para ser construído, sendo inaugurado em 1902. Foi obra de um aluno de Alexandre Eiffel, que construiu a Torre Eiffel, em Paris. Custa 5 euros para subir e descer. Vale a pena, pois proporciona uma visão muito bonita da cidade.








   
Praça do Comércio
 
    


     Andamos pela Baixa Lisboa, com suas ruas onde o moderno e o antigo misturam-se e conhecemos a Praça do Comércio, a Praça da Figueira e a Praça dos Restauradores.
    







    
      










 


















      Em seguida pegamos um ônibus e nos dirigimos para o Bairro de Belém, pois eu já estava sonhando há uns quatro meses com os famosos pastéis de belém. E a doçaria mais famosa fica naquele bairro.
    



     Dá vontade de chorar só de pensar que a Pastelaria está cerca de 8 mil Km de distância daqui. Se você provar vai entender o porquê! Na Pastelaria de Belém eles saem quentinhos e crocantes...hummmm!!!

       Os monumentos mais famosos de Lisboa ficam em Belém. Lá você irá conhecer o espetacular Mosteiro dos Jerônimos, o Monumento dos Descobrimentos e a Torre de Belém, além da Pastelaria de Belém, claro.




      Começo pelo Mosteiro dos Jerônimos, que, para mim, é o prédio mais bonito de Lisboa.


     É uma construção em estilo manuelino, que começou a ser feito em 1501 e foi declarado patrimônio mundial da humanidade. Fernando Pessoa, poeta português, disse que "o Mosteiro dos Jerônimos é uma obra-prima de pedra que todos os turistas visitam e nunca conseguem esquecer. É, de facto, o mais notável monumento que a capital possui." 


detalhe da porta




     A visitação é imperdível! E aqui foi a segunda grande fila enfrentada na viagem. Mas a vista interna compensou o tempo de espera.
     Enquanto espera, você pode se deliciar com um pastel de belém, vendido na Pastelaria de Belém, que fica a uns 300 metros do Mosteiro, na Rua de Belém, 84.








     Depois de maravilhar-se com o Mosteiro você pode atravessar a praça que fica em frente e em seguida irá deparar-se com o Padrão dos Descobrimentos à beira do Rio Tejo, um dos cartões postais de Lisboa.  Nele estão esculpidos navegadores, guerreiros, poetas, geógrafos e cronistas que trabalharam nas grandes navegações, como Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Camões.

     Em seguida reserve uns minutos para admirar o Rio Tejo com a ponte 25 de abril ao fundo.
   

    

 
     "Olho o Tejo, e de tal arte
     Que me esquece olhar olhando,
     E súbito isto me bate
     De encontro ao devaneando —
     O que é ser-rio, e correr?
     O que é está-lo eu a ver?
     ... "
     (Fernando Pessoa)


    
     Caminhando em linha reta para direita você irá ver a Torre de Belém, na Av. da Índia, que é, sem dúvida, o cartão postal mais famoso de Lisboa.







    
     Foi construída entre 1515 e 1521 com objetivo de controlar a entrada e saída de embarcações do Porto do Tejo.









     No outro dia descobrimos o yellow bus, que é um ônibus turístico e possui três trajetos (azul, roxo e amarelo) e percorre todos os pontos turísticos da cidade.

     Para utilizá-lo por 48h você pagará 19 euros. Também tem a opção de 24h. Vale muito a pena, pois com este ticket você poderá fazer os três percursos deste ônibus, além de poder utilizar todos os transportes públicos de Lisboa, com exceção do metrô. Você pode subir e descer em qualquer parada do yellow bus. Pena que não descobrimos no primeiro dia. O início da rota é na Praça do Comércio, localizada na Baixa Lisboa.
     De manhã fomos conhecer o Chiado, que fica na Baixa Lisboa, conhecido como o coração literário de Lisboa.

     Na rua Garret nº 120 fica o famoso café "A Brasileira", que era ponto de encontro de poetas e boêmios. Bem em frente tem uma estátua de bronze de Fernando Pessoa sentado em uma mesa e um banco ao lado vago para você sentar e ser fotografado, claro.
    Depois de andar pelas ruas de Chiado, voltamos para o Bairro de Belém com o yellow bus. Almoçamos no restaurante Rosa dos Mares (Rua de Belém 4,6,7) onde comemos o melhor bacalhau da viagem (bacalhau à Rosa dos Mares).
    Óbvio que após o almoço demos uma "passadinha" na Pastelaria de Belém. Eu realmente comi pastel de belém todos os dias em que estive em Portugal! Viciei!
    Em seguida pegamos a rota roxa do yellow bus e fomos conhecer a parte mais moderna de Lisboa, conhecida como Parque das Nações. Um dos prédios mais surpreendentes foi o Pavilhão Portugal, obra de Álvaro Siza Vieira, o mesmo que projetou o museu Iberê Camargo, aqui em Porto Alegre.

     Jantamos no Bairro Alto, conhecido por ter a vida noturna mais agitada da capital. Para chegar lá ou você sobe a pé (e prepare-se pois a subida é super íngreme) ou pega o elétrico da Glória, o que fizemos. Em dois ou três minutos estará no destino. Ao descer do elétrico vá para o lado esquerdo onde estão os restaurantes e bares (nós fomos para o lado contrário, pois não tinha indiação). Nós jantamos num restaurante familiar. A comida não era muito boa, mas tinha show de fado ao vivo. E era fado de verdade, nada turístico. O mais engraçado é que toda a família cantava (dono do restaurante, garçon, cozinheira). Uma hora a minha irmã pediu para eu chamar o garçon e eu disse "não dá porque agora ele está cantando". Foi hilário!
     No terceiro dia acordamos cedo e fomos até o aeroporto para pegarmos o voo para Barcelona, outra etapa de nossa viagem.
     Lisboa já deixava saudades....e fui assoviando um fado em direção ao aeroporto!

     Assoviando no aeroporto: Rosa Vermelha de Amália Rodrigues

"A minha rosa vermelha
Mais parece uma romã
Pois quando aberta de noite
Não se fecha de manhã
Trago uma rosa vermelha
Na minha boca encarnada
Quem me dera ser abelha
De tua boca fechada
Trago uma rosa vermelha
Não preciso de mais nada.
..."