terça-feira, 1 de setembro de 2015

FORTALEZA EM VERSÃO POCKET

   Como fiquei apenas um dia e meio em Fortaleza o título deste post não poderia ser outro.
   Nesse tempo consegui curtir quatro atrações diferentes. Fui almoçar no restaurante Coco Bambu, que com certeza é um dos melhores que já fui. A variedade do cardápio é enorme, principalmente nos pratos com camarão. Acredito que este seja um restaurante imperdível e tem em vários lugares. Eu fui no que fica na Av. Beira Mar no bairro Meireles, próximo ao hotel que me hospedei (Hotel Mareiro). O único porém é que quase todos os pratos são para duas pessoas e muito bem servidos. Resultado: quase tive uma overdose de camarão.
  Um passeio legal é visitar a feira de artesanato que fica na Av. Beira Mar a apenas duas quadras do hotel Mareiro. Você vai encontrar vários produtos típicos. As castanhas que trouxe eram ótimas.
   Eu queria ter ido a Morro Branco, mas esse passeio não tem saída na segunda-feira, dia que estava lá, então resolvi fazer um menos conhecido chamado Águas Belas. Fica a cerca de 70 km de Fortaleza e o transporte custa R$ 35,00. Chegando lá tem um passeio opcional de buggy que custa R$ 45,00.
  Águas Belas foi "descoberta" pelo grande público há 04 anos a partir de uma reportagem no quadro "tô de folga" do Jornal Hoje. A partir da grande procura as agências lançaram esse passeio, que inclui uma visita a um engenho de cana de açúcar, que seria dispensável na minha opinião. Mas fica parado somente uns 20 minutos lá, tempo suficiente para comprar rapadura de todos os sabores que você pode imaginar.



 Chegando ao destino, existe um restaurante (única opção) onde você vai ficar até a hora de ir embora. Aqui mais uma vez sofri por ter pouca opção de prato para uma pessoa. Se você puder levar algo para comer acho que vale a pena, pois o restaurante é caro para o que oferece. Pelo menos meu peixe não estava bom.   A estrutura é com aquelas mesas de plástico na areia, o que não me agrada muito, confesso.
 O mar em frente ao restaurante é bem agitado.





  E tem muita água viva (mãe d'água) iguais a essa.






 Mas se você andar uns 400 metros à direita, encontrará uma lagoa com água quente e calma. Ali não tem cadeira, nem estrutura com guarda-sol, mas para mim assim é perfeito! Tirando o tempo do passeio de buggy e do almoço, passei o restante de molho nessa água maravilhosa.






O passeio de buggy é legal para conhecer exatamente o que foi mostrado no Jornal Hoje. A vista da foto aí do lado.









 É uma parte deserta da praia e  o passeio inclui a visita a uma sorveteria. Você pode não acreditar, mas foi aqui nesse lugar que tomei um dos melhores sorvetes até hoje (sabor castanha). Como diria meu sobrinho "delícia"!





   Sim, nessa sorveteria no meio do nada, como você pode observar na foto abaixo que foi tirada enquanto tomava o melhor sorvete de castanha da minha vida!


 Por volta das 16h a van volta a Fortaleza. Tempo suficiente para curtir a praia.


  E, para minha sorte, na segunda-feira é o dia do Forró do Pirata, uma espécie de casa de show, que tem banda, apresentação de quadrilha e muita dança, incluindo forró claro. Dancei que me acabei (sim, eu amo forró). O ingresso custa R$ 50,00 no local, mas se você comprar nos hotéis sai por R$ 40,00. Como não sabia disso paguei R$ 50,00, mas você pagará R$ 40,00 com certeza né.


 E foi dançando um forró pé de serra que fechei com chave de ouro mais uma viagem que vai deixar saudades.


 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

JERICOACOARA OU SIMPLESMENTE "JERI"

Jericoacoara, é uma vila, distrito de Jijoca, no Ceará e estava na minha lista de destinos faz um tempo. Quando surgiu uma promoção de milhas pela Tam resolvi conhecer. Milhas trocadas, pousada e transfer reservados, lá fui eu assoviar em aeroportos. Dessa vez não levei meu equipamento fotográfico, assim as fotos foram tiradas do celular mesmo. 
   Duas coisas que você precisa saber sobre Jeri. Fica um pouco distante de Fortaleza. Eu levei quase 07 horas para ir de ônibus, mais um trajeto de pau de arara. Na volta dividi um carro com mais três pessoas e a viagem reduziu para 05 horas. Não vale a pena fazer o passeio de bate-volta vendido por agências em Fortaleza. Você vai passar mais tempo na estrada do que na vila. Eu fiquei quatro noites lá e três dias inteiros e foi o suficiente para fazer os dois principais passeios que são oferecidos. Acredito que este seja o tempo mínimo para permanecer em Jeri. 
  Acabei indo em agosto, o mês que mais venta por lá. Mas é muito vento mesmo. No topo do morro, no caminho para a pedra furada, me senti no "morro dos ventos uivantes". E na duna do pôr do sol não tem como não virar croquete. Mas tirando esse detalhe, as lagoas vão te encantar, então não deixe de ir. 
  Eu contratei um transfer através da pousada que me hospedei (pousada Carcará). A empresa chama Giarafa Tur (http://www.girafatur.com.br/). Custou R$ 85,00 a ida. Se você comprar ida e volta sai por R$ 150,00. O ônibus passou perto das 7:30 em frente ao Hotel Praiano na Avenida Beira Mar em Fortaleza. Tem uma opção de ônibus de linha com a empresa Fretcar (http://fretcar.com.br/). Segundo me disseram tem horários de saída direto do aeroporto de Fortaleza. Como cheguei de madrugada, não tinha essa opção. Há também empresas que fazem o transfer privativo, mas daí ou você tem que pagar o preço do carro "fechado" (R$ 500,00) ou achar mais pessoas para dividir o valor, o que eu fiz na volta. Voltei com a empresa Bora Turismo (fone 88-99100738 ou boraturismojeri@hotmail.com). Comprei na rua principal em Jeri por R$ 120,00. Há várias empresas que fazem esse transfer. 
 Tem ainda a empresa do Luiz, conhecido por Brad Pitt (www.luizjeri.com.br). Foi com ele que fiz o trajeto com o pau de arara na ida e os passeios em Jeri. 


   Esses são os carros "pau de arara"







  Antes de chegar em Jeri paramos numa lagoa que o Brad Pitt chama de fronhas cearenses em comparação ao tamanho dos lençóis maranhenses. É uma figura o seu Brad.


   Todas as ruas de Jeri são de areia e você sente uma paz logo que chega ao lugar. Muito gringo que foi para conhecer acabou ficando por lá. 
   Existem dois passeios principais em Jeri, que todas as agências vendem. Nos dois você sai  às 9h e volta perto das 16h. Um é para a Lagoa Tatajuba (R$ 75,00) e o outro para as Lagoas Azul e do Paraíso (R$ 60,00). Vá nos dois, pois valem a pena. Por isso tem que ficar pelo menos dois dias inteiros em Jeri. Se você voltar de ônibus para Fortaleza pelas empresas de turismo, e não pela linha normal da empresa Fretcar, as agências incluem na volta a visita a essas duas lagoas, mas não é o mesmo roteiro se você fizer o passeio de um dia inteiro. 
   Como disse, contratei os dois passeios com  a agência do Brad Pitt e tive muita sorte com os bugueiros. Para a lagoa tatajuba fiz com o Eliabe e ele subiu numa duna que quase nenhum outro sobe. 


Esse é o Eli.









   E a vista é essa: 


  





   No caminho para a lagoa passamos por uma floresta de raízes aéreas.







  Na lagoa de Tatajuba também tem redes dentro da água. Com certeza essa é a imagem que mais se vê nas fotos de Jeri. A cor da água é mais parecida com água de rio, mas é a lagoa mais tranquila. 
Lagoa Tatajuba

  As lagoas Azul e do Paraíso são as mais famosas. Então não deixe de ir. No passeio você vai ficar uma hora na lagoa Azul e depois passa o restante do tempo na Lagoa do Paraíso num restaurante com uma estrutura bem legal, mas também um tanto cara. 
  No caminho passamos pela árvore da preguiça. Ela ficou assim por causa do vento. Não disse que ventava muito lá? Essa é a prova.




   Para quem pratica esportes que dependem do vento Jeri é um paraíso.







Enfim, chegamos na Lagoa Azul.

Lagoa Azul

Lagoa Azul
   Na Lagoa do Paraíso tem um mirante e quando subi tive a sensação de estar no Caribe. É muito parecido mesmo. 
Lagoa do Paraíso

Lagoa do Paraíso
  Cheguei à conclusão de que gosto mesmo é de lagoa. Água mais morna, sem onda e com rede dentro da água...Paraíso!
   O passeio mais apreciado por lá é curtir o pôr do sol, seja na pedra furada ou na duna do pôr do sol. Em julho e alguns dias de agosto, o sol se põe bem no meio da fenda da pedra furada, então não deixe de caminhar até lá. 

   São 4km ao total de caminhada e na volta tem uma subida íngreme, mas nada impossível. Todos os dias às 16h da tarde em frente ao forró do Bigode (rua do forró) sai um grupo a pé que faz o trajeto com um guia, que é um senhor de idade que carrega uma caixa de isopor nas costas vendendo bebidas. O passeio é gratuito, você só contribuiu comprando bebida se quiser. 


   




   
     Mas é na duna do pôr do sol que se concentra a maior parte das pessoas. Realmente o pôr do sol de Jeri é muito lindo. 


  
  
 Ninguém, mas ninguém mesmo, quer perder este espetáculo!






  O mais difícil em Jeri para quem viaja sozinha é na hora de comer nos restaurantes. São poucos os que tem meia porção. Injustiça para quem viaja sozinha! Acredito que esse destino seja mais procurado por casais mesmo.
   A noite de Jeri começa bem tarde. O forró é nas quartas e sábados e começa à meia noite, mas só fica bom, segundo os locais, lá pela 1h. Jura que consegui ficar acordada. 


   

   Mas na sexta tem a noite do samba e começa às 11h. Na real começou a meia noite, mas nesse consegui ir. Vale a pena, pois o lugar é muito astral e a banda é ótima. Toca samba de raiz, Chico Buarque, Noel Rosa, etc. Chama Samba da Bênção. Para quem quiser ouvir achei esse vídeo no youtube deles: https://www.youtube.com/watch?v=FnIJOwoiRjE 









Adicionar legenda





 Outra opção excelente para a quinta-feria é o Samba Rock Café. O som ao vivo é incrível com um rapaz tocando violino. Olha ele aqui no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=VqcYLnUU81k. Minha primeira noite em Jeri e já me apaixonei..kkkk 




  Mesmo sem companhia não deixe de viajar. Essa é minha opinião pelo menos. É bem melhor ficar sozinha num paraíso desses do que em casa vendo tv você não concorda?
  E pode acreditar que você só ficará sozinho se quiser. Nessa viagem fiz muitas amizades que já deixaram saudades. E ainda tive a companhia do meu amigo aí da foto. Com um livro você nunca ficará sozinho. Gracias El Pepe pela companhia. 
  Voltei um pouco deprimida e quando isso acontece é porque o destino me agradou e MUITO. Não deixe de conhecer Jericoacoara, um paraíso a algumas horas de Fortaleza, mas que vale a viagem!
   





 Assoviando em aeroportos:  Avôhai - Zé Ramalho    





domingo, 5 de julho de 2015

NAMÍBIA UM PAÍS PARA CHAMAR DE SEU

 
  Conhecer o continente africano era um sonho antigo, eu diria um grande sonho. Então mesmo sem achar companhia resolvi partir sozinha, afinal os sonhos devem ser realizados! 
 A ideia inicial era ir para Tanzânia, mas assistindo a uma palestra do fotógrafo Sebastião Salgado em Porto Alegre, quando veio apresentar a exposição genesis, mudei de ideia na hora. Segundo ele, a Namíbia era um dos países mais fotogênicos do mundo, então a Tatiana colocou na cabeça que iria para lá de qualquer jeito. Hoje agradeço imensamente ao Sebastião, pois realizei a viagem mais incrível da minha vida e venho aqui contar para vocês.
 Entrei em contato com a agência TGK em São Paulo (http://www.tgkturismo.com.br/) que tinha pacotes para o destino escolhido. Eu prefiro organizar minhas viagens, mas como iria sozinha para um país de que não se tem tanta informação turística aqui no Brasil, não tive muita escolha. Mas foi tudo perfeito e, o que mais importa quando se viaja com agência, é, na realidade, a agência escolhida no país local para efetuar efetivamente a viagem (essa é a melhor dica que posso dar, então nunca se esqueça disso). A TGK trabalha com a agência Kobo na Namíbia (a Kobo também faz viagens em outros países africanos, como Quênia, Botswana, etc). Super recomendo. Se você quiser entrar em contato com a TGK fala com a Roberta, ela é uma querida. E caso você queira organizar sua própria viagem em um tour mais privativo te passo o contato do guia Antônio, pois ele faz passeios privados e fala português (antoniokavoto@hotmail.com; telefone: 0812146588 - Windhoek Namíbia).



 Esse é o Antônio.







  Bom vamos ao roteiro propriamente dito. Escolhi "Belezas da Namíbia" - com duração de 10 dias e 9 noites. Resumidamente esse foi o itinerário: voo SP-Guarulhos até Windhoek, Parque Nacional Etosha, Twyfelfontein, Swakopmund, Sossusvlei (Deserto da Namíbia) e retorno para o Brasil.
  Se você quiser saber mais sobre esse país africano continue comigo, vou tentar ser o mais breve possível. 

dólar namibiano
 
 A Namíbia tornou-se independente da África do Sul no ano de 1990. Também foi colonizada por alemães antes disso. Tem uma área total de 824,292 km2 e população de 2,303 milhões (dados de 2013). Pois é, o que menos você vai ver na Namíbia são pessoas. As cidades são distantes entre si. A capital Windhoek é a maior com pouco mais de 300 mil habitantes. Não existem conflitos por lá, então é um dos países mais seguro da África para viajar.
  A moeda é o dólar namibiano (1 dólar americano compra cerca de 12 dólares namibianos), mas o dólar americano também é aceito.
 As temperaturas em junho, época que fui, variavam bastante, entre 5º e 30º, e o clima é bem seco, então não é fácil arrumar a mala. Aqui funciona a expressão "se vestir que nem cebola". Ah, outra maravilha da Namíbia neste período de seca (junho não chove por lá) é que o céu não tem nuvens, nenhuma mesmo e a noite nos brinda com milhares de estrelas.   
 





  Se você não gosta muito de andar de carro talvez esse pacote não seja para você. Em 07 dias rodamos mais de 3 mil km.
 O percurso que fiz durante toda a viagem está marcado em verde no mapa aqui do lado.  Mas a paisagem ao longo da estrada é tão linda e diversificada que você até esquece as distâncias.
 Mas há outra opção, não se preocupe. Fiquei sabendo por lá que tem agências que fazem os trajetos de avião (estilo teco teco), o que facilitaria a vida, se você tiver dinheiro disponível, claro, pois a viagem se torna bem mais cara. Aqui está o link das duas empresas que fazem os "safáris aéreos": http://www.wilderness-safaris.com/ e http://www.wilderness-safaris.com/
 





  Estas foram algumas das paisagens pelo caminho:








Quem precisa de Interpol se existe a Nampol!

   - PARQUE NACIONAL ETOSHA

  O primeiro destino foi o Parque Nacional Etosha, ou seja, SAFARI à vista!!!!! Com certeza a melhor parte da viagem para mim. Fizemos o primeiro safári à tarde e outro pela manhã do dia seguinte. Confesso que no safári da tarde fiquei decepcionada porque não vimos muitos animais. Aliás, chegando no parque nem acreditei que existiria vida, pois quase não tinha água por lá. Mas depois de conversar com um espanhol entendi o espírito do safári e me acalmei. Segundo ele, safári é uma questão de sorte. "Lembre-se que você não está num zoológico, então verá o que tiver sorte de ver". E, na manhã seguinte, foi um espetáculo (aliás o guia disse que os animais saem mais durante a manhã em busca de água e alimento).

























  Vimos vários animais e de repente não mais que de repente lá estava ele: o rei da selva. E não só um, mas também duas leoas, dois leões e seis filhotes. Não preciso dizer que fiquei mais feliz que pinto no lixo.



Se você olhar com atenção achará os filhotes
 Infelizmente não vimos o guepardo, nem o leopardo, mas vimos de longe (só consegui ver com binóculo, por isso fico devendo a foto) o rinoceronte, a espécie mais ameaçada de extinção. Foi um dia inesquecível, pelo menos para mim que sou apaixonada por animais.
 Meu próximo safári no continente africano já está programado para ano que vem!! Agora falta definir o destino entre Quênia, Uganda, Tanzânia e Botswana, ou, quem sabe, todos eles de uma só vez. 
 No outro dia fomos em direção a Twyfelfontein e no caminho paramos para conhecer a Tribo Himba

  - TRIBO HIMBA


  Esta tribo é oriunda de Angola, mas muito deles vivem na Namíbia, principalmente no norte do País.



Quem manda na tribo são as mulheres e elas são donas das casas e do gado. Elas nunca tomam banho com água e cobrem o corpo com o otjize, uma mistura de gordura de vaca e ocre. Elas também usam uma erva aromática que perfuma a mistura. O otjize as protege do sol e dos mosquitos.
 Logo que você chega na tribo, eles ensinam o cumprimento local - "moro perivi naua", já que quase todos só falam sua língua, o otjihimba, um dialeto Herero (outra tribo).






Escola
  
   - TWYFELFONTEIN
    Nessa parte do país visitamos o bosque petrificado (a única coisa que na minha opinião poderia ser excluído do roteiro). Até é interessante ver madeira que se transformou em pedra, mas nada que me surpreendesse.

 O bosque está localizado a 50 km da cidade de Korixas, em Damaraland. Os troncos de árvores foram retirados cerca de 200 milhões de anos atrás e foram arrastados pelos rios. O processo de fossilização é lento. Só para avisar que este bosque não é a imagem que mais aparece no google quando você escreve "bosque petrificado" (aqueles troncos secos com dunas e céu azul - isto é em Sossusvlei). Eu achei que era e talvez por isso tenha me decepcionado um pouco.

 Depois de andar por horas e horas e não ver uma viva alma ou casa, chegamos no nosso hotel, o lugar mais incrível que já me hospedei. As instalações não são luxuosas, mas pensar que construíram toda a estrutura literalmente no meio do nada a hospedagem se torna uma experiência incrível.  


 O lodge está lá no fundo da foto.

 Na manhã seguinte fomos conhecer as pinturas rupestres, local chamado Twyfelfontein 534, declarado Patrimônio da Humanidade em 2007. Você caminha um pouco para chegar até lá, mas a paisagem do lugar é linda! Tem mais de 2000 figuras e datam de mais de 3000 anos atrás. A figura mais presente é a girafa. Eles acreditavam que ela era sagrada, porque, por ser o animal mais alto, estaria mais perto da chuva.



 

Após o almoço no lodge partimos para uma das melhores experiências da viagem. Sacolejamos por algum tempo num caminhão aberto adaptado em busca dos elefantes do deserto. O nosso guia e o motorista do caminhão observavam as pegadas no chão e as seguíamos. Dava para ver que o pessoal não estava mais acreditando que veria algum elefante, mas depois de um tempo avistamos um. Apenas um elefante já foi o suficiente para nos deixar eufóricos. Chegamos muito perto dele e todos em silêncio (regra principal na África para observação dos animais). Ficamos pouco tempo e eu já estava me perguntando a razão de o motorista não nos deixar curtir aquele momento. Mas eles sabem o que fazem. Andamos por mais um tempo e nada. Daí de repente entramos numa espécie de santuário dos elefantes. Quase chorei de emoção. Estava mais no fim do dia e o sol ficando alaranjado e todos aqueles elefantes reunidos. Simplesmente mágico! Lugar espetacular! Um daqueles momentos que você guarda para sempre na memória.









 - SWAKOPMUND



 
 Acordamos cedinho e partimos para o litoral da Namíbia. No caminho cruzamos por tendas de artesanato da tribo Herero.




As cidades litorâneas que conhecemos (Swakopmund e Walvis Bay) são bem diferentes das outras pelas quais tínhamos passado. Tem muito europeu que passa suas férias e que mora por lá. Ambas possuem arquitetura alemã.





Carnes de caça secas vendidas nas lojas
 Se você puder escolher se hospede em Walvis Bay. É bem mais botina e há uma região em que se concentram inúmeros flamingos.



    Nós nos hospedamos em Swakopmund, ponto de partida para o passeio de barco na baía de Walvis para ver focas e golfinhos.


 Durante todo o percurso fomos acompanhados por pelicanos e outras aves.

 


 O passeio durou toda a manhã e uma parte da tarde. Não podemos descer na ilha onde estavam as focas, mas existe a possibilidade de descer fazendo passeio de caiaque.
 







- SOSSUSVLEI - DESERTO DA NAMÍBIA
  Por fim, a última parada dessa viagem espetacular foi no Deserto da Namibia. O percurso foi longo. Cerca de 5h na estrada e aqui a paisagem vai se tornando mais uniforme. Passamos pela última gasolinera (posto de gasolina) do deserto chamado Solitaire. Ao redor do posto  o dono construiu um lodge, uma padaria e um restaurante.



  Acredite se quiser, mas o Brad Pitt e a Angelina Jolie estiveram por aqui (tem foto deles no estabelecimento).







Hóspede do Solitaire











    O Deserto da Namíbia é um dos mais antigos do mundo e suas dunas as mais altas, que podem chegar a 300 metros de altura.  



 Visitamos a região de Sossusvlei, no sul do Deserto Namib, no Parque Nacional Namib-Naukluft. Sossusvlei significa pântano sem saída, porque o rio tsauchab desembocava ali e sua água não tinha por onde sair. Com sorte você ainda pode ver o orix do deserto. 

  A duna 45 é a mais fotografada por lá e para conseguir o contraste de luz sobre ela, chegue cedo pela manhã.




No início do parque você andará por uma estrada asfaltada. 
 A partir de um ponto só com veículo 4x4 em razão da estrada ser de areia. Esse percurso é necessário para conhecer a duna Deadvlei e a paisagem mais surreal que já vi até hoje. 


 
 Nós fomos num caminhão pequeno adaptado e chegando próximo ao local começamos a caminhada. Muito protetor solar nessa hora, água e roupas leves, porque, lembre-se, estamos no deserto.  Eu escolhi subir a duna de 130m para ver de cima a paisagem, mas dá para ir por baixo que demanda um pouco menos de esforço. 




 

   Dá um pouco de vertigem porque o caminho pela duna é estreito, mas só não olhar muito para baixo. Cansa, mas não é nada impossível.













Chegando no alto a vista é esta



   E não se preocupe, porque descer pela duna é bem fácil. 

  Acredito que esta seja uma das paisagens mais fotografadas da Namíbia. O filme "A cela" com a Jennifer Lopez que teve uma parte filmada aqui.


  E o que falar do pôr do sol na Namíbia! Onde o sol é mais laranja....



  E, infelizmente, chego ao fim desta viagem surpreendente.  Muita gente não entendeu a razão por eu ter escolhido a Namíbia. Mas meu lema de vida é uma frase do Amir Klink, que nunca significou tanto para mim após ter voltado dessa viagem. Então aqui dou a razão: "Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. A Namíbia é um país sensacional! As fotos não me deixam mentir. Não deixe de conhecer.
Até a próxima!

 Assoviando em aeroportos: This Must Be The Place - The Lumineers